É tanta gente querendo dar amor pra pouca gente que quer mesmo amar. Não, em uma das primeiras vezes não falo de mim. Não que não se encaixe, mas não é necessariamente o contexto de irreciprocidade que me encontro, talvez. É tanta gente querendo um café quente no domingo com um abraço quente (concorde o adjetivo com o que preferir), tanta gente sabendo que vai ter que ter alguém e perdendo chance. É, se a consciência pesasse uma vez, essa gente toda saberia que não dá pra viver no meio dessa gente sem coração sem ter ao menos uma pessoa de toda essa gente, pra contar como essa gente anda meio deprimente. Não, o que falta pra vocês entenderem que essa coisa de viver sozinho é só pra quem quer caminhar com a loucura? O que custa aceitar um amor que suplica atenção, implora o mínimo de consideração, ao menos uma não-interrupção do assunto tal amor pra se falar de um ex-amor desgastado? Eu só queria que amanhã alguma gente desse valor a porra do amor, todo esse esplendor. Uma gente masoquista que coisa de viver na dor, avisem que não precisa. Há amor, há amor, por favor, em nome de mim, em favor de mim, em favor do café que está esfriando, do abraço que congela a estar, dessa gente deprimente impaciente, em nome dessas palavras de desabafo, aceite tal amor.
para: certa gente.
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