segunda-feira, 27 de maio de 2013

Esse título é invisível e não pode ser lido.

         Há alguns dias reparei numa menina que parece meio invisível. Por inteiro, na verdade. Ela está sempre pelos cantos, ela não tem muito o que falar, ela realmente não sabe pra onde ir, ela finge não estar alí, estando. Pus-me a pensar como deveria se sentir ela, sabendo que não marca a vida de ninguém, que não faz falta pra ninguém, que não tem nada pra contar com orgulho. De tanto pensar percebi que ela não era a única a viver assim e que o problema não estava só com ela.
Parei pra pensar no que sentia e no que era. Percebi que não sou. Conclui que também sou invisível. Fui me apagando as poucos, não sei se por querer, mas fui. Às vezes eu estou, mas observo de longe, prefiro não me pronunciar. 
            Ser invisível tem lá suas desvantagens, você acaba mesmo sumindo da vida das pessoas e eu não estou usando metáforas. Com o tempo você se torna completamente dispensável. Com o tempo você nem se vê mais no espelho. O estranho é que só percebi isso agora. As pessoas só percebem quando param pra se olhar no espelho... e aí elas nem existem mais. Então as pessoas vão correr atrás de algum pouquinho de espaço, algum pouquinho de cor pra tanto desenho vazado. Aí elas acham mais borrachas e acabam se conformando que as borrachas são necessárias. Depois elas se olham no espelho e nem se vêem mais.
Eu, particularmente, desisti de tentar ter uma cor porque viver apagadinho é mais cômodo. Eu não atrapalho o desenho da folha de ninguém. Com o tempo a minha página se amassa e nem eu, nem desenho vazado, nem folha, nem borracha existem mais. 
           Eu, particularmente, não sei com que propósito comecei a escrever esse texto que metricamente, contextualmente, poeticamente, filosoficamente não é bom, talvez eu ainda queira surtos de existência. Mesmo sabendo que, só por ter lido esse texto, algumas pessoas vão vir falar o quanto faço falta e o quanto sou "blá blá blá". Como elas podem dizer isso se elas nem me enxergam? Como a gente fala daquilo que não pode ver? Como a gente tropeça e não xinga uma pedra transparente?
Não sei bem, mas acho que agora entendo meu objeto de observação: ela deve pensar como eu. Mas ela nunca viria me falar porque ela não me vê. E ela está se apagando, não por querer, mas está. É a tendência?
         Só quero dormir, descansar minha cabeça invisível. Que hoje passe como ontem, como antes de ontem. E se alguém se sentir meio invisível por terminar de ler isso, leia com apreço meu recado "te entendo, ninguém me entende também."

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Desespero (2)

Outro texto completamente sem propósito de ser um texto, apenas algumas mensagens de texto enviadas de um celular, de um banco, de um shopping. Num momento anterior a acontecimentos ruins.


Caro amor,
          Não queria te dizer isso novamente pra não te deixar com peso na consciência ou coisa parecida, mas estou sentindo demasiadamente a falta sua e, junto a minha liberação de hormônios excessiva nesse período, há em mim necessidade de expressão. Em momento algum deixo de te entender, ou penso em te deixar, jamais! Só digo que por ti, no momento, estou completamente apaixonada e peço que não me deixe gostar nem um pouco.
         É valido ressaltar que daremos um jeito, sempre damos.  E daremos. Preciso da tua felicidade assim pra manutenção da minha, o teu riso faz meu riso mais gostoso. Caso o mesmo fuja de ti, não sei o que será do meu... que meu?
         Não sei por qual motivo, causa, razão ou circunstância estou a te dizer isso. Só precisei, como aquelas coisas que a gente não consegue controlar.
         As coisas mais bonitas são feitas de detalhes. Segundo você, eu sou sua coisa mais bonita e eu sou feita disso. Daqueles detalhes que a gente repara quando tá perto e que tornam a gente tão único um pro outro. Detalhes bobos como o jeito de você comer um cachorro quente num banco qualquer.
        Eu não sei porque você me escolheu, mas isso não entra em questão. Uma coisa eu sei: não é fácil. Não é fácil passar o dia todo esperando você chegar pra gente conversar e se fazer bem e pouco depois eu sentir tua voz com sono, te "colocar pra dormir" e dormir com aquela vontade de conversar até o dia amanhecer. Não é fácil estar a um quarteirão de você agora e querer explodir todos os semáforos e relógios e congelar todas as pessoas só pra te dar um daqueles beijos que fazem as pessoas pensarem que é pra sempre. Não é  fácil escrever isso aqui do banco do shopping sem chorar porque tem umas quatrocentas e vinte pessoas me olhando.
        E eu sei que, como não é fácil pra mim, não é pra você. Na verdade, em meio a tudo isso, você é meu herói. Que babaca, não? Desculpa. É que eu me empolguei olhando uns casais aqui que não tem metade da nossa química e me deu uma vontade de dizer pra eles que existe a gente, deu vontade de deixá-los no chão só com o nosso super abraço mais protetor do mundo.
        E também tem aqui umas meninas sozinhas meio tristes. Posso dizer pra elas que não importam o que elas tenham vivido até agora, se todos os outros não deram certo, se todas as flores que elas plantaram e quiseram que crescesse morreram, não importa, que elas vão achar "um alguém pra limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó"? E que quando esse alguém aparecer, não vai importar a idade, nem quantos dias na semana ão se ver, nem se todos os amigos desse alguém vão ser contra. Posso dizer pra elas, amor, que nada nesse mundo freia um coração? Acho que vou ficar na minha. Já ta cheio de coisas querendo que a gente não dê certo, vai que elas inventam de te roubar de mim?! Deixa. Se cuida.
19/02/13. Às 16:22.

Desespero.

 Esse texto não tem o propósito de ser um texto. São apenas mensagens de celular que eu enviei num momento de agonia e desespero.    

       Oi, moço, eu precisava te escrever porque já passou do meu horário natural de dormir, talvez eu esteja um pouco alterada e "tou puta" com o mundo. Ninguém pode saber das coisas que vou te falar, nem eu. Eu ainda preciso de algum orgulho e essa coisa toda de querer ter matar e depois te falar coisas como as tais que falarei acabaram com ele.
        Primeiro queria dizer que acabei de ler o nosso pequeno histórico de mensagens no celular, Deus saiba talvez o porquê de eu ainda fazer isso, porque eu desisti de entender. Fico masturbando minha mentre pra ver se sai realizações. Mas aí sai lagrima pelo olho. Talvez eu esteja chorando e te falando essas coisas porque meus hormônios estão também alterados. Ou talvez eu só goste de você além da conta.
        Acabei de sentir saudade de você me chamando de meu amor. É, ninguém faz mais isso por mim. Fico imaginando a gente abraçado depois de um bom sexo. Você me chamando de meu amor com a mão no meu cabelo e eu com uma cara de cansada que você provavelmente estaria achando linda.
Mas estou um pouco preocupada porque você está começando a ir embora de mim. "Não morre, por favor, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê". Eu queria estar e ser apaixonada por você pra sempre, paixão nutre a gente e... sei lá, você sempre me pareceu o homem da minha vida, mas falar disso assusta de cara né. Agora eu falo porque tou conjugando esse verbo no pretérito com umas gotas de dor e outras de orgulho.
        É, eu fiz um monte de besteira adolescente e te contei com gosto, pra você ter o mínimo de ciúme ou cuidado e me pedir pra parar. Porque eu amo quando você me mandava calar a boca e eu sorria de um jeito bem vulgar.  Mas você nunca mais me deu bola. Então acho que não é só você que está morrendo em mim, também morro em você a cada dia. Se é que nasci.
        Me manda uma mensagem, me chama de meu amor, de th, numa mensagem só! Diz que meus lábios são labirintos que atraem os teus instintos mais sacanas, diz!
        Argh não consigo lidar com você. Você é aquela comida nojenta que meu organismo não digere. Mas eu não sei te vomitar, daí você fica aqui  me fazendo mal e não deixa eu comer mais nada. Vou morrer de fome, a culpa é sua. Amanhã vou tentar te vomitar. É, amanhã. Hoje não.
       E eu vou te ver. Quando eu te vir, eu vou te abraçar e você vai sentir meu corpo todo de novo. Eu juro que vou sussurrar coisas indecentes no seu ouvido e eu espero que você não sinta absolutamente nada, porque se você sentir... eu vou cobrar que me faça sentir também. Boa noite.
Enviada: 00:20.

domingo, 12 de maio de 2013

Poesias roubadas.




Outro desses dias, conheci um moço que anda sempre com um bloquinho de poesias no bolso. Belas poesias, a propósito. Mereceu uma postagem porque achei lindo descobrir que ainda tem gente no mundo que faz isso com gosto, que ainda desabafa (ainda que com uma grafia não tão bonita) pro mundo, de si.
p.s: espero que ele nunca leia e me mande remover a postagem, afinal ele não sabe da existência dessa foto.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Esperança (?)

        Tô olhando pra vocês esperando alguém vir me dizer cadê o brilho do sol bonito que combina com sorriso. Por que ninguém aqui é forte o suficiente pra me dizer que uma hora o sol deixa de brilhar e o nome disso, infelizmente, não é noite. Não mente e diz que é normal ser assim tão infeliz tendo tudo.
         Cadê a falta do abraço que eu sentia? Cadê o cheiro de bem-viver que eu sentia em todo mundo? Cade o brilho do sol pra mim, que um dia eu o sorri? Uma certeza pra mim, deem por favor, que vale a pena, estar aqui, e que todas essas vírgulas não são d'um soluço. Diz pra mim, faz a transcrição da sensação que é correr num sol de 120 graus e não queimar, porque o sol só queima a mim, só
aprendi a me proteger só. Aqui nessa cápsula de "eu" porque aqui não vem nem chuva, nem ar(dor), nem amor, nem sol, nem calor. E se eu quiser brilhar de novo, será que vem? Não sei. Não quero. Ando meio ocupada com os tijolos da parede de "mim."

À beira-mar.

          Ele a abraçou, ambos banharam-se com a luz do luar. Sentiam a brisa tocar seus rostos. Sorriam. Ainda que maior barulho houvesse ao lado, não ligavam. Nada ouviam. Talvez vez ou outra concentrassem-se no palpitar dos corações. Mas aquele vento os beijava entre os próprios beijos. Os corpos encaixados de um modo a sentir todos os suspiros mesmo querendo estes ficarem ocultos.
        Talvez se, naquele instante o mundo acabasse, nem perceberiam. Ele a roubava quase para dentro de si, cheirando seus cabelos. Ela forçava as lembranças pra ver se algo tenha vivido antes foi melhor que aquele momento, talvez não. Talvez aquilo seria o selo para dois corpos, talvez o começo de uma história, talvez algo mais puro e belo como ele sugerido.
        Talvez tenha se tornado apenas uma lembrança ruim.

O futuro, a nós pertence.

Outro que achei num dos diários que, pela data, retrata a fase de uma grande paixão ou quando eu ainda acreditava nela.

       Eu te amo. Quem ama quer bem. Te quero bem. Eu te quero. Te quero aqui pra sempre, mas se não der pra ser assim, eu só te quero o melhor (ou mais que isso). Quero que, se não estiver ao meu lado num futuro distante, esteja cercado de pessoas que te amam e te protejam. Quero que tenha muitos filhos e que fique louco com as fases de cada um. Quero que saiba o que dizer quando um deles perguntar sobre o primeiro beijo ou a primeira vez. Quero pra você uma casinha amarela com jardim na frente e um cheiro de lar doce lar.
        Desejo a ti uma vida cheia de compromissos, dos quais você goste (e não goste também) e que num domingo a noite você lembre de mim com devoção e resolva me ligar pra lembrar o quanto era bom não ter nada pra fazer. Quero que nos encontremos e corramos na rua, tomemos sorvete, cantemos música com uma guitarra imaginária em cima do sofá, igual fazíamos há uns anos atrás, quando nossa única preocupação era pensar se estaríamos perto no futuro.
     E mesmo se não der pra você me ver num final de semana qualquer, quero que você lembre, ao escutar uma música de um show que a gente foi junto, do quanto eu amava todas as histórias que a gente tinha pra contar.
      Quero (tanta coisa de) você, que meu medo de te perder pra sempre e torna maior que qualquer coisa. Enquanto penso nisso tudo, engancho seu dedinho no meu e faço você prometer que vai estar ali quando eu mais ou menos precisar. Você não percebe, sorri alegre, sorri triste, sorri pra me ver, sorri por me ver sorrir.   E a gente vai por aí se sorrindo.

Amor e ódio pelo bom moço.

Achei esse texto num dos meus diários do ano passado, falando um pouco sobre um amorzinho antigo.

       Eu poderia te odiar que seria bem mais fácil. Para eu te odiar, você só tinha que ter sido o pior dos piores: ter me deixado na entrada do cinema com os ingressos na mão, mandado eu calar a boca na frente dos meus amigos, ter falado mal de mim por ai, ter me xingado para seu grupinho e ter feito outras coisas que esses babacas fazem. Juro você que nada seria mais fácil que te odiar. Passar por você e soltar alguma piadinha que fizesse sua consciência pesar, "te xingar até desopilar todos os cantos da minha mente", aí eu teria motivos para não querer mais nada de você em mim.
       Mas essa sua mania de prestar sempre estraga tudo! Agora a culpa vai ser minha! A culpa de ter amado sozinha, me iludido sozinha. Porque você sempre se importou e tomou cuidado até com a minha tristeza, alimentou e colocou pra dormir. Você ficou mal porque eu fiquei mal e, nossa, isso é coisa de quem se importa, não é? Você chorou por não não conseguir corresponder meu sentimento e eu ouvi da sua boca que você se importa, MUITO. E agora antes de ter pena de mim, tenho que ter de você, antes de te culpar, tenho que ressaltar que você não tem culpa, antes de ir embora sem dar o ar da graça, tenho que lembrar que te deixei ali com o coração batendo umas sete vezes ais forte e uma lágrima no rosto, isso tudo por que você se importa e quer me ver bem.
     Se EU não tivesse que me importar com o fato de que VOCÊ se importa, eu estaria, nesse momento, ouvindo alguma música romântica com uma caixa de bombons numa mão e na outra uma caneta pra escrever o quanto eu odeio tudo o que você fez comigo. Isso ia durar um mês, dois, mas ia passar de tristeza a repugnância. Mas não, você não quer ir embora, nem eu. Você não quer que aquele seja o último abraço, nem eu. Você não que ser só mais um que passou, nem eu..
       Se a gente se visse com os mesmo olhos, eu estaria, nesse momento, ouvindo alguma música romântica com uma caixa de bombons de chocolate numa mão e na outra uma caneta escrevendo o quanto eu amo tudo o que você fez comigo.
      Mas a gente não se vê com os mesmos olhos, nem eu te odeio e nenhum dos outros fatos desse texto é verdade. A menos aquele que diz que você se importa. Agora você merece que eu te trate bem, porque você me quer bem e querendo ou não, isso mexe comigo. Por último, o fato de você mexer comigo e se importar comigo só me dá uma certeza: seria bem mais fácil se eu só odiasse você.

Minha gente...

           É tanta gente querendo dar amor pra pouca gente que quer mesmo amar. Não, em uma das primeiras vezes não falo de mim. Não que não se encaixe, mas não é necessariamente o contexto de irreciprocidade que me encontro, talvez. É tanta gente querendo um café quente no domingo com um abraço quente (concorde o adjetivo com o que preferir), tanta gente sabendo que vai ter que ter alguém e perdendo chance. É, se a consciência pesasse uma vez, essa gente toda saberia que não dá pra viver no meio dessa gente sem coração sem ter ao menos uma pessoa de toda essa gente, pra contar como essa gente anda meio deprimente. Não, o que falta pra vocês entenderem que essa coisa de viver sozinho é só pra quem quer caminhar com a loucura? O que custa aceitar um amor que suplica atenção, implora o mínimo de consideração, ao menos uma não-interrupção do assunto tal amor pra se falar de um ex-amor desgastado? Eu só queria que amanhã alguma gente desse valor a porra do amor, todo esse esplendor. Uma gente masoquista que coisa de viver na dor, avisem que não precisa. Há amor, há amor, por favor, em nome de mim, em favor de mim, em favor do café que está esfriando, do abraço que congela a estar, dessa gente deprimente impaciente, em nome dessas palavras de desabafo, aceite tal amor.
para: certa gente.

Alguns versos sintéticos sobre o tal Casmurro.

De tanto analisar, anulou
as lembranças boas,
anulou a
própria existência,
uma vez que disso
por inteiro era feito:
encasmurrou-se.





Depois de muitas aulas de Literatura Brasileira, várias específicas de análise das obras machadianas, várias voltadas para a obra Dom Casmurro e várias voltadas para Bentinho, fiz o discurso do professor em versos, mostrando o que eu entendi da vida do personagem.

Outra forma de cuspir o mundo.

Creio que além de textos as pessoas às vezes buscam imagens pra se identificar. Muitas vezes vemos desenhos que pensamos se são desenhos ou retratos da realidade, esses não são os meus. Assim como os meus textos, esse desenho é como tantos outros apenas por desabafo.


Inspirado numa música (Assim Será) da banda  Los Hermanos que tanto ouço e gosto.

Para uma amiga com o coração maior que eu.

              Eu estive aqui pensando, minha amiga, esse tal de amor existe mesmo. Se existe, não sei usar. "Amor não se usa". Não sei nem regenciar. Não sei o que fazer com ele. Estive pensando em colocar no bolso, mas aí pensei "as coisas que cabem nos bolsos são aquelas que eu preciso lembrar de usar. Talvez se o amor for importante eu deva o guardar em outro lugar". Depois pensei em guardar no guarda roupa, onde guardo as coisas que só quero proteger e deixar ali pra olhar noutra tarde, noutro dia, noutro mês. Mas aí pensei "e se eu esquecer de olhar o amor e ele morrer de esquecimento como umas outras coisas que eu deixei no meu guarda roupa?". Mudei o amor de lugar: joguei no lixo. No lixo ele tá lindo. Eu sei que ele existe, lindo, lá no lixo. Daqui há uma semana alguém joga o lixo pra fora de casa e lá se vai o amor, reciclado será talvez? "É muito descaso". Não sabia o que fazer com o amor, acho que é isso que todo mundo sente. É responsabilidade demais. Antes me dessem um cachorro, um tigre asiático. Cuidaria melhor.
             Pensei no que fazer com esse amor, minha amiga, mas ele andou agonizando de fome por aqui. Levei-o no meu bolso e ele ficou um pouco triste por não ser bem alimentado como todos os outros que viu no caminho. Também ficou esmagado porque eu sentei nele sem dó algumas vezes, mas o avisei de inicio que não sabia ser protetora.
             Deixei ele no guarda roupa mesmo, porque ao menos ele estava em paz. Mas ele gritava noite e dia e não me deixava estudar no meu quarto. Que amor desgraçado! Definitivamente o joguei no lixo. Lá está melhor, tem gente que se alimenta de lixo. Vai que acabam engolindo o amor e fazendo morada nova melhor? É. Essa coisa de amor não me pertence. Sei que existe, minha amiga, bem longe de mim.