- Conseguir carteira de motorista
- Morar numa casa só minha ou com uma amiga
- Tomar menos remédios
- Visitar um lugar frio
- Trabalhar com algo que goste
- Ser mais paciente
- Deixar de acreditar (total) em homem
- Tentar acreditar de novo nas pessoas
- Não tomar remédio pra dormir quando estiver muito aflita e com medo
- Comprar roupas (parar de usar roupas de 2010)
- Ficar magrinha
- Tomar pelo menos 10 copos de Café Mocha Branco do Starbucks
- Comprar um tablet pra estudar no ônibus e uma mesa digitalizadora para fazer freelas
- Fazer freelas
- Cuidar da saúde
- Ir mais à praia
- Ir mais à SP
- Mostrar São Paulo pra Kelly
- Ajudar financeiramente a minha família
- Tentar me conformar que meus amigos não vão me ver com frequência
- Começar a assistir séries
- Não reprovar nenhuma disciplina
- Cancelar qualquer tentativa de relacionamento amoroso
- Deixar o cabelo crescer e refazer as californianas
- Beber menos (equivale a zero)
- Parar de fumar cigarro
- Aprender a bolar um beck decentemente
- Ser mais mais mais independente
- Conseguir demonstrar amor pela minha família
- Comprar telas pra pintar
- Fazer curso de inglês
- Não me apaixonar pelo meu possível professor de inglês
- Não me apaixonar ou me envolver com ninguém até me formar (2020)
- Tirar a sobrancelha com mais frequência
- Comprar lingeries e sapatos
- Agir como um adulto
- Tentar criar uma rotina e respeitar minha agenda
- Receber viajantes e escutar suas histórias
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Caro "eu" do futuro,
O texto que escreverei agora, é inspirado na ideia de um amigo que é um dos primeiros a vir por aqui ler tudo que escrevo. Perdão pelo plágio intencional, Dawton.
Pois bem, essas palavras vão para o meu "eu" do futuro. Porque, na cabeça, sou cheia de metas, mas concretizá-las me é a tarefa mais complicada. Caso um dia eu chegue a ler esse texto e tiver um futuro diferente do que pretendo ter, quero me lembrar que nunca é tarde para realizar nossos pequenos desejos ou ideias mais loucas.
Há um tempo, não queria ser mãe, mas entendi com a solidão e momentos de profunda introspecção, que sou o ser humano mais mutável que conheço. Hoje digo: quero ter um filho. Homem ou mulher, não vai me importar muito, contanto que ele exista. Entretanto, a relação que quero ter com ele diverge-se das convencionais. Após o período que um filho realmente precisa da mãe (amamentação), ele morará com o pai. Se eu serei casada? A vontade diz: não. Passarei numa sexta-feira a noite para buscá-lo(a) e passaremos a madrugada assistindo as minhas animações preferidas do cinema comendo doces. Teremos ótimos momentos no final de semana, de resto, o paizão que vai estar lá.
Digo isso, não por egoísmo, mas pela vontade dele ser maior que a minha. Ah, eu do futuro, é bom que o pai seja o moço que é dono do meu coração agora, porque só consigo ter toda essa fantasia se ele estiver por perto.
Na semana eu estarei extremamente ocupada em fazer planejamentos de campanhas quase sempre urgentes, falo do universo publicitário. É, é bom eu estar numa grande empresa e ter estabilidade financeira para estar morando sozinha numa casa boa com vários canais fechados, muitas comidas e bebidas na geladeira.
Vez ou outra sairei com alguns carinhas que me farão vomitar arrependimento no outro dia - o que já acontece agora - e outras vezes passarei a noite acordada com os amigos que tenho agora por aqui falando sobre suas histórias de amor fracassada ou suas carreiras de sucesso.
Vez ou outra estarei em São Paulo matando a saudade da metade de mim que deixei por lá.
Vez ou outra estarei fora do país viajando a negócios.
Espero que seja assim, eu do futuro, e que você se lembre de conferir pra mim.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
Precisei cuspir.
Caro amigo Willian,
Eu tenho lido muito Jack Kerouac desde que o descobri. E, é claro que ele - quer queira, quer não - me deixa com várias reflexões sobre o mundo e a sociedade e o que somos e até quando somos.
E esse fim de semana, no meio de uma micro cidadezinha em que todas as pessoas se concentram na praça no domingo a noite após a missa, eu pude perceber várias coisas que não consegui aplicar a um contexto individual. É muita abrangência filosófica pra pouco dia-a-dia.
Fez-me pensar sobre todas as pessoas que já vieram. De quantas cabeças não fui colo, de quantas fui também. Não sei se lembrei disso com amargura, ou orgulho, apenas lembrei.
De quantos amores eternos já não provei e quantas vezes eu realmente achei que ia ser cais pra ancorar e os barquinhos sempre, sempre, sempre voltam para o mar.
Porque eles foram feitos para estarem no mar e não ancorados.
E o mais engraçado é que somos poeira no universo e um certo tudo pra pouca gente que, em algum ponto da vida, sempre magoamos. Aplicando a um contexto mais específico, tudo se parece e as particularidades é que reinam e nos faz mais amor do que outros amores que vão, que foram, que são.
E quando a gente é mais amor, a gente deixa de ser poeira.
Enquanto a gente é poeira, a gente não enxerga amor.
Isso, certamente, não tem muito a ver com Kerouac. É só uma viagem de uma mente que pensa coisas demais pra um segundo.
Eu tenho lido muito Jack Kerouac desde que o descobri. E, é claro que ele - quer queira, quer não - me deixa com várias reflexões sobre o mundo e a sociedade e o que somos e até quando somos.
E esse fim de semana, no meio de uma micro cidadezinha em que todas as pessoas se concentram na praça no domingo a noite após a missa, eu pude perceber várias coisas que não consegui aplicar a um contexto individual. É muita abrangência filosófica pra pouco dia-a-dia.
Fez-me pensar sobre todas as pessoas que já vieram. De quantas cabeças não fui colo, de quantas fui também. Não sei se lembrei disso com amargura, ou orgulho, apenas lembrei.
De quantos amores eternos já não provei e quantas vezes eu realmente achei que ia ser cais pra ancorar e os barquinhos sempre, sempre, sempre voltam para o mar.
Porque eles foram feitos para estarem no mar e não ancorados.
E o mais engraçado é que somos poeira no universo e um certo tudo pra pouca gente que, em algum ponto da vida, sempre magoamos. Aplicando a um contexto mais específico, tudo se parece e as particularidades é que reinam e nos faz mais amor do que outros amores que vão, que foram, que são.
E quando a gente é mais amor, a gente deixa de ser poeira.
Enquanto a gente é poeira, a gente não enxerga amor.
Isso, certamente, não tem muito a ver com Kerouac. É só uma viagem de uma mente que pensa coisas demais pra um segundo.
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
E nega.
Eu sempre fui daquelas que queria uma história de amor bonitinha. Eu nunca quis um namorado, mas eu sempre quis amor.
E eu pensei sobre ele esses dias, e lembrei das vezes que desliguei o celular dizendo "te amo" enquanto ele falava "boa noite". Ele nunca diz que me ama, mas
Ele é o cara que me liga pra saber se eu cheguei em casa bem depois da gente pegar o ônibus;
Ele é o cara que vem quando eu grito que to em crise. E ainda traz chocolate. Que foi a São Paulo me ver. Que não apagou minhas juras de amor da parede do quarto. Que é viciado no meu sexo. Que bebe com meus amigos e amigas enquanto contamos sobre amores fracassados (incluindo o nosso).
Talvez ele não me ame, afinal, ele nunca diz "eu te amo". Ele diz "fica perto", "não some", "foi ruim quando tu tava longe", "fico feliz da gente ter voltado a se falar".
Ele nunca diz "eu te amo".
Ele simplesmente faz mais do que isso.
Talvez eu que não tenha aprendido a conceituar o que é amor.
E no final a gente talvez se ame mais que a humanidade inteira.
E eu pensei sobre ele esses dias, e lembrei das vezes que desliguei o celular dizendo "te amo" enquanto ele falava "boa noite". Ele nunca diz que me ama, mas
Ele é o cara que me liga pra saber se eu cheguei em casa bem depois da gente pegar o ônibus;
Ele é o cara que vem quando eu grito que to em crise. E ainda traz chocolate. Que foi a São Paulo me ver. Que não apagou minhas juras de amor da parede do quarto. Que é viciado no meu sexo. Que bebe com meus amigos e amigas enquanto contamos sobre amores fracassados (incluindo o nosso).
Talvez ele não me ame, afinal, ele nunca diz "eu te amo". Ele diz "fica perto", "não some", "foi ruim quando tu tava longe", "fico feliz da gente ter voltado a se falar".
Ele nunca diz "eu te amo".
Ele simplesmente faz mais do que isso.
Talvez eu que não tenha aprendido a conceituar o que é amor.
E no final a gente talvez se ame mais que a humanidade inteira.
sábado, 12 de setembro de 2015
Eu cresci (?)
Hoje eu vim aqui pra falar sobre essa coisa espantosa que, segundo as antigas lendas, acontece com todo mundo: crescer.
Eu já li vários textos que falavam sobre isso e esse pode ser só mais um para quem está a ler, mas é ai que tá. A gente vê aquelas pessoas que são alguns anos mais velhas que a gente falando sobre adultescer, sobre responsabilidades, sobre "quando você tiver minha idade" e acha que tá sempre tudo muito distante. Não, não tá.
Acho que perceber que cresceu dói mais do que crescer em si, não que seja ruim, mas dá uma pontadinha de susto. E sim, são nas pequenas coisas que a gente deixa passar despercebido que estão as pitadinhas de evidências que o tempo passou.
É por exemplo, ir pra balada ou o pro barzinho com os amigos e, além de não conhecer mais as músicas-tendência da atualidade que as outras pessoas da balada costumam cantar com hino, encontrar a irmã do cara que você namorou, a prima mais nova da sua amiga, aquela pessoa que era 4 séries mais nova que você na escola.
É não se enquadrar nas modinhas das redes sociais porque você não tem mais paciência. É justamente essa ausência de paciência que te faz jogar o celular de lado quando alguém acha que o único jeito de se comunicar é através de mensagens instantâneas. Porque a equação "trabalho+faculdade" já te distancia demais de quem você costumava estar grudado.
É dizer constantemente pra mãe "ah sabe aquele menino que foi meu par na festa junina da 6ª série? Pois é, ele tá indo pra Europa porque ganhou uma bolsa de estudos". É identificar pelo menos um conhecido de um conhecido trabalhando no shopping ou numa empresa que passa na tv.
Marcar aquela saída com os amigos do terceiro ano do ensino médio (provavelmente no fim de semana tendo em vista a carga horária super incompatível do trabalho de cada um) e aparecer metade deles apenas. Não que isso seja motivo pra se preocupar, afinal, a mesa não ficará vazia. Dessa vez há esposas, possíveis filhos, noivos ou coisas do tipo.
É guardar bebidas em casa porque em algum momento do seu dia você vai precisar chorar ou comemorar alguma coisa.
É nunca ter dinheiro pra sair e sentir falta daqueles R$ 10,00 que a mãe dava pra ir pro cinema sábado e comprar uma casquinha de sorvete.
Ver seus primos ou irmãos mais novos usando as desculpas que você usava pra não estar em casa, como dizer pra mãe que vai fazer trabalho da escola na casa de um amigo e saber que eles não estão indo fazer trabalho na escola porque você também costumava dizer isso pra brincar de verdade ou desafio a tarde toda.
É perceber que os filmes que você via a estréia no cinema estão virando clássicos.
E quando você percebe tudo isso, acaba dizendo pros mais novos que "no seu tempo" as coisas eram muito diferentes. Afinal, apesar de termos feito tudo que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.
Eu já li vários textos que falavam sobre isso e esse pode ser só mais um para quem está a ler, mas é ai que tá. A gente vê aquelas pessoas que são alguns anos mais velhas que a gente falando sobre adultescer, sobre responsabilidades, sobre "quando você tiver minha idade" e acha que tá sempre tudo muito distante. Não, não tá.
Acho que perceber que cresceu dói mais do que crescer em si, não que seja ruim, mas dá uma pontadinha de susto. E sim, são nas pequenas coisas que a gente deixa passar despercebido que estão as pitadinhas de evidências que o tempo passou.
É por exemplo, ir pra balada ou o pro barzinho com os amigos e, além de não conhecer mais as músicas-tendência da atualidade que as outras pessoas da balada costumam cantar com hino, encontrar a irmã do cara que você namorou, a prima mais nova da sua amiga, aquela pessoa que era 4 séries mais nova que você na escola.
É não se enquadrar nas modinhas das redes sociais porque você não tem mais paciência. É justamente essa ausência de paciência que te faz jogar o celular de lado quando alguém acha que o único jeito de se comunicar é através de mensagens instantâneas. Porque a equação "trabalho+faculdade" já te distancia demais de quem você costumava estar grudado.
É dizer constantemente pra mãe "ah sabe aquele menino que foi meu par na festa junina da 6ª série? Pois é, ele tá indo pra Europa porque ganhou uma bolsa de estudos". É identificar pelo menos um conhecido de um conhecido trabalhando no shopping ou numa empresa que passa na tv.
Marcar aquela saída com os amigos do terceiro ano do ensino médio (provavelmente no fim de semana tendo em vista a carga horária super incompatível do trabalho de cada um) e aparecer metade deles apenas. Não que isso seja motivo pra se preocupar, afinal, a mesa não ficará vazia. Dessa vez há esposas, possíveis filhos, noivos ou coisas do tipo.
É guardar bebidas em casa porque em algum momento do seu dia você vai precisar chorar ou comemorar alguma coisa.
É nunca ter dinheiro pra sair e sentir falta daqueles R$ 10,00 que a mãe dava pra ir pro cinema sábado e comprar uma casquinha de sorvete.
Ver seus primos ou irmãos mais novos usando as desculpas que você usava pra não estar em casa, como dizer pra mãe que vai fazer trabalho da escola na casa de um amigo e saber que eles não estão indo fazer trabalho na escola porque você também costumava dizer isso pra brincar de verdade ou desafio a tarde toda.
É perceber que os filmes que você via a estréia no cinema estão virando clássicos.
E quando você percebe tudo isso, acaba dizendo pros mais novos que "no seu tempo" as coisas eram muito diferentes. Afinal, apesar de termos feito tudo que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais.
domingo, 30 de agosto de 2015
Nota rápida sobre você.
Você sabe ser bom
Em me engravidar de borboletas coloridas
Só por dizer
"Estou chegando"
Você sabe ser bom
Em dar luz ao meu olhar
Pelo simples fato de chegar
Você sabe ser bom
Em ir embora
E me deixar mimando a saudade
Por causa desse cheiro no meu travesseiro
E os filmes na sala.
Conto as horas pra te ver de novo
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Conto d'um quarto semiescuro
Eu tentava explicar enquanto ele me apertava as coxas.
- Poupe-me, seu puto! O que tens com cigarro, eu tenho com amor.
- Vício?
- Um desejo inapagável.
Acariciava minha virilha.
- Exponha seus argumentos, mulher.
- Amo porque preciso me apegar a alguma coisa, todo mundo precisa. Amo sem perder a fé...
- Hm.. - Murmurava ele enquanto, com uma só mão, acendia o cigarro preso nos lábios.
- Porque apesar das incansáveis vezes que tentei dizer "a partir de hoje, não amo mais ninguém", continuei amando. Um pouco escondido, depois vi que só interessa mesmo a mim.
- E onde quer chegar, mulher?
- Que não podes me chamar de fraca porque eu me rendo sempre!
- Para essa coisa de amor, estou blindado.
- Pois saiba que dizem o mesmo do cigarro até provarem. E até julgam louco aceitar tal vício. Não vejo algo mais parecido: as sequelas, a caótica sensação de paz interior... percebe que nunca se termina um cigarro? Um amor também fica sempre por aí. Às vezes não volta pro físico, mas amor mesmo não tem fim.
- Tu não me convences dessas tuas ideias.
Roubei o cigarro da mão e a outra que me acariciava levemente logo me penetrou com vontade.
- E se te negassem todos os cigarros da Terra?
- Eu seco.
- E se o mundo é cada um de nós, o que pensa que acontece se tirar o amor daqui.
Passei a mão pelo coração e em seguida apertei meu peito vorazmente, deixando escapar o mamilo pelos dedos.
- Ele seca. - rendeu-se.
- Entramos num consenso, amor?
- Sim, mulher. Agora deixe-me fum...
Meus olhos de repreensão o perseguiram naquele instante.
- Amar você.
O cigarro deixado de lado apagou-se sozinho enquanto corpos a sua direita se fundiam como um só.
- Poupe-me, seu puto! O que tens com cigarro, eu tenho com amor.
- Vício?
- Um desejo inapagável.
Acariciava minha virilha.
- Exponha seus argumentos, mulher.
- Amo porque preciso me apegar a alguma coisa, todo mundo precisa. Amo sem perder a fé...
- Hm.. - Murmurava ele enquanto, com uma só mão, acendia o cigarro preso nos lábios.
- Porque apesar das incansáveis vezes que tentei dizer "a partir de hoje, não amo mais ninguém", continuei amando. Um pouco escondido, depois vi que só interessa mesmo a mim.
- E onde quer chegar, mulher?
- Que não podes me chamar de fraca porque eu me rendo sempre!
- Para essa coisa de amor, estou blindado.
- Pois saiba que dizem o mesmo do cigarro até provarem. E até julgam louco aceitar tal vício. Não vejo algo mais parecido: as sequelas, a caótica sensação de paz interior... percebe que nunca se termina um cigarro? Um amor também fica sempre por aí. Às vezes não volta pro físico, mas amor mesmo não tem fim.
- Tu não me convences dessas tuas ideias.
Roubei o cigarro da mão e a outra que me acariciava levemente logo me penetrou com vontade.
- E se te negassem todos os cigarros da Terra?
- Eu seco.
- E se o mundo é cada um de nós, o que pensa que acontece se tirar o amor daqui.
Passei a mão pelo coração e em seguida apertei meu peito vorazmente, deixando escapar o mamilo pelos dedos.
- Ele seca. - rendeu-se.
- Entramos num consenso, amor?
- Sim, mulher. Agora deixe-me fum...
Meus olhos de repreensão o perseguiram naquele instante.
- Amar você.
O cigarro deixado de lado apagou-se sozinho enquanto corpos a sua direita se fundiam como um só.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Sem Paradeiro
“Vou mostrando como sou
e vou sendo como posso.
Jogando meu corpo no mundo,
andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros,
eu deixo e recebo um tanto.”
E é citando novos baianos que começo esse texto.
Para falar de quando estive fora, do que aprendi, do que vivi, de quem conheci.
Só para falar de SP.
Pessoas tão paradoxas quanto o próprio clima: frio - calor. Gente do bem, gente do mal. Carros, metrô, 3,50, poeria, cinza, prédios, bares, drogas, ruas, trabalho.Mas em meio a tantas decepções (perdoem-me os amantes, mas cada um descansa a alma onde bem entende) conheci gente que valia a pena.
Posso falar das famílias:
A menina loira de nome complicado e sua família (que virou minha em não muito tempo), sua mãe incrível cheia de vida e dois bruguelinhos gritalhões. Sem me esquecer de Margarida e Sofis. E de pretinha que dormiu comigo incansáveis vezes.
A menina ruiva de caixinhos, que aprendeu e aprende todo dia consigo mesma que a vida sempre dá uma segunda chance. E sua família, que me acolheu tão bem, tão sempre, de mulheres lindas e Lopes.
Há também a família do menino beatles, que família, meu deus. A mulher forte no centro e a princesinha protegida por três irmãos bonitões.
E fugindo um pouco das famílias, os laços que fiz através de outros laços que preenchem a fita toda.
Gente cuja alma queima como fogo, como o grande, grande, grande amigo da 304,o terrorista Bark, o moço forte dos cafés e doces no Bourbon e o melhor guitarrista de cueca da Paulista.
Gente que tem a cabeça lá na lua e me chamou pra andar de balão. “Vem, paraíso, a gente tá ligado”, como a Japa, os olhos claros de João Pessoa, os olhos claros da sala 304 em Sampa mesmo, a loira perfeita fã de Lana del rey, a morena de aparelho e vans mais “abusada” da publicidade, o carioca mais encantador e charmoso ligeiramente facista, o papai dono dos melhores beijos em frente ao Safra e o moreninho salva-cigarros alí da cultura.
Gente que flui como água, gente que faz chover vida em você, como a menina que come livros, a bailarina alemã, o cantor do pudim amassado fã de Percy Jackson e a irmã elfa de olhos puxados do sul.
Gente de pé firme e coração fiel, como a pequena francesa cantora do pudim amassado, o moço que ja trabalhou em todos os empregos, o melhor baterista fã de unicórnios da Paulista, os super Eduardos taurinos branquinhos de óculos, o Otaku de Vargem Grande e os capricornianos da 304, comunista e hipster.
Esse texto é pra vocês. Essencialmente de vocês. Hoje eu não seria quem sou, caso não tivesse vivido cada momento com cada um.
A gente tem muita história pra contar nessa vida. E pra viver, tá escrito.
Esse texto foi escrito no aeroporto de Guarulhos às 20:40h. Entre lágrimas de alívio e uma saudade -que cedo ou tarde viria- do que ali ficava.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Ela só precisa existir.
Há um tempo atrás, eu - uma menininha de dezessete anos - conheci uma menininha. Uma capricorniana cheia de sonhos, belezas e amores. E ela me arrastou pra todo lado. Todo! E a gente até pintava as unhas de joaninha na fila do refeitório. Foi fluindo, sabe, era bom saber que eu chegando na faculdade iria encontrá-la pontualmente atrasada, pra contar as coisas que eu tinha feito no outro dia, ou pra ouvir das pessoas que ela tinha conhecido.
Essa menina, ela é uma das pessoas mais lindas do mundo.
Ela é tão de fases quanto eu. Eu ouvi essa música (all I want for x-mas is you) e lembrei da gente cantando naquela salinha do almoço. Eu me lembrei de tanta coisa. De tantos amores, de tanto choro, de tantas festas, de tantas comidas. A única pessoa da vida que mastiga carne pra eu comer.
Eu sei que essas declarações a gente põe em aniversário e pá, mas eu precisei dizer hoje, agora... eu não vou suportar nunca que alguém ouse te magoar, nunca. A pessoa vai ter que se ver comigo.
Eu sei que essas declarações a gente põe em aniversário e pá, mas eu precisei dizer hoje, agora... eu não vou suportar nunca que alguém ouse te magoar, nunca. A pessoa vai ter que se ver comigo.
Eu sei que tou ausente, dói em mim também. Mas te amo muito, menina. Eu amo e juntas a gente aprendeu que tudo de ruim nessa vida passa. Tudo. Queria te trazer pra cá só pra dar um abraço que tu tanto merece.
Tu merece um abraço da humanidade inteira!
Tudo vai dar certo pra gente, tudo. Minha vida vai se resolver um dia e eu vou chegar pra ti e dizer que eu acredito de novo nas pessoas. Que não importa o quanto as pessoas me encham de falsas esperanças, eu finalmente estou feliz. E você vai sorrir com seu sorriso lindo de "bom dia, sorria também" e dizer que preencheu aquele vazio que todo mundo tem. Tu vai ser a pessoa mais feliz do mundo e eu vou estar lá do lado com uma plaquinha "eu sou amiga da pessoa mais feliz do mundo". E aí todo mundo vai ser feliz também, porque se tem uma coisa que aprendi contigo, é que felicidade e amor contagia.
Te amo, mandih, não esconde esse sorriso nunca!
Tudo vai dar certo pra gente, tudo. Minha vida vai se resolver um dia e eu vou chegar pra ti e dizer que eu acredito de novo nas pessoas. Que não importa o quanto as pessoas me encham de falsas esperanças, eu finalmente estou feliz. E você vai sorrir com seu sorriso lindo de "bom dia, sorria também" e dizer que preencheu aquele vazio que todo mundo tem. Tu vai ser a pessoa mais feliz do mundo e eu vou estar lá do lado com uma plaquinha "eu sou amiga da pessoa mais feliz do mundo". E aí todo mundo vai ser feliz também, porque se tem uma coisa que aprendi contigo, é que felicidade e amor contagia.
Te amo, mandih, não esconde esse sorriso nunca!
segunda-feira, 13 de julho de 2015
"Existo em você por louco engano"
Podem achar besteira, ou plena caretice uma vez que estamos no século XXI, mas para mim há algo que ainda é fortemente insubstituível: o afeto demonstrado nas mínimas coisas.
Eu aqui com os meus vinte anos, me vendo a dar suspiros em casa por uma coisa que não parece grandiosa aos olhos de ninguém. Exatamente, ninguém tem os meus olhos.
Recebi, mais cedo, um áudio que foi parcialmente ignorado devido a impossibilidade máxima de execução. Nada mais justo, porque no fundo eu sabia que ia chorar e chorar ao ouvir.
Dito e feito, nada mais certeiro do que as apostas que faço sobre mim.
Eu ouvi o áudio, a música, a voz, a melodia, a letra, o ruído de gravação caseira, eu ouvi-o.
E mesmo sendo inteiramente banal eu para quem supostamente está lendo, eu me senti a pessoa mais importante do mundo.
Porque você se sente mais gente, quando sabe que tem gente que se importa com você.
Porque as coisas começam a fazer links no cérebro e tudo no final acaba se acertando.
Eu tenho um dom de conhecer as pessoas de um jeito mágico e talvez não esteja encontrando léxicos para expressar suficientemente o tanto que ele merece, mas eu queria dizer que ouvi-lo deixou minha alma mais leve.
E deixo mesmo que me leve, alguém que, além da bela canção, me escreva tais versos:
"Na tua pele
de amor-paixão
lençol de tantos corações
mar sinuoso
afundo
o sabor meu ofereço
sem caminhos estreitos
pra te despetalar
em risos-gemidos
pra regar se preciso
sonhos-novos ou falídos-
não pra estinguir as lágrimas
de qualquer que seja o caso
mas enxugo
e enxutas as dores
calor mar amores
filho de pescasor que sou
mergulho
não fisgo
nem faço o tipo predador
mas tenho gosto em riscar
e a tua pele de antigas letras
aventuras acordes me seduz
e mal criado versifico teu corpo
transcrevo sal-dade e desejo."
No fundo ele sabe. Só nossos olhos sabem.
Eu aqui com os meus vinte anos, me vendo a dar suspiros em casa por uma coisa que não parece grandiosa aos olhos de ninguém. Exatamente, ninguém tem os meus olhos.
Recebi, mais cedo, um áudio que foi parcialmente ignorado devido a impossibilidade máxima de execução. Nada mais justo, porque no fundo eu sabia que ia chorar e chorar ao ouvir.
Dito e feito, nada mais certeiro do que as apostas que faço sobre mim.
Eu ouvi o áudio, a música, a voz, a melodia, a letra, o ruído de gravação caseira, eu ouvi-o.
E mesmo sendo inteiramente banal eu para quem supostamente está lendo, eu me senti a pessoa mais importante do mundo.
Porque você se sente mais gente, quando sabe que tem gente que se importa com você.
Porque as coisas começam a fazer links no cérebro e tudo no final acaba se acertando.
Eu tenho um dom de conhecer as pessoas de um jeito mágico e talvez não esteja encontrando léxicos para expressar suficientemente o tanto que ele merece, mas eu queria dizer que ouvi-lo deixou minha alma mais leve.
E deixo mesmo que me leve, alguém que, além da bela canção, me escreva tais versos:
"Na tua pele
de amor-paixão
lençol de tantos corações
mar sinuoso
afundo
o sabor meu ofereço
sem caminhos estreitos
pra te despetalar
em risos-gemidos
pra regar se preciso
sonhos-novos ou falídos-
não pra estinguir as lágrimas
de qualquer que seja o caso
mas enxugo
e enxutas as dores
calor mar amores
filho de pescasor que sou
mergulho
não fisgo
nem faço o tipo predador
mas tenho gosto em riscar
e a tua pele de antigas letras
aventuras acordes me seduz
e mal criado versifico teu corpo
transcrevo sal-dade e desejo."
No fundo ele sabe. Só nossos olhos sabem.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Existe um baixista, Willian, e sobre ele...
Willian, meu amigo, eu venho te contar,
por meio desta e por muitas outras mensagens, como as que eu te mando todo dia com o mesmo assunto,
eu já não choro mais.
E se eu não choro, meu amigo, você também pode.
Queria te falar que tudo nessa vida, é questão de tempo. O que prova que algo existiu, senão a proporção em que se passou?
Queria te dizer também, que por confiar no tempo, entreguei-me ao destino.
Sabe aonde? Na Avenida Paulista, próximo à livraria cultura e de um senhor que tocava Vinicius de Moraes num saxofone.
Entreguei-me ao destino, que atrevido, dançava ao som de beatles na calçada. Meus olhos focaram involuntariamente - como criança mal criada - naquele que portava o instrumento cujos dedos formam abraços e sons tão distintos como os que saem do baixo
e os que saem da minha boca quando perguntei seu nome.
Entre sussurros, aplausos e I wanna hold your hand.
Eu não imaginei que seguraria mesmo, se é que me entende, Willian.
Ele segurou minha mão no encontro seguinte, que foi marcado num dia de chuva e fui obrigada a comprar um guarda chuva por dez reais e um trident. Minha lua em capricórnio não conseguiu me dominar e eu realmente quis que valesse a pena.
E aquele espelhos nas costas daquele banco próximo - novamente - à livraria cultura, ouviram inúmeras palavras sobre o dia de uma geminiana e o quanto um certo aquariano tentava coletar todas as informações, como quem colhe água da chuva com colher.
Ainda sim, com apreço e com colher, ele coletou o máximo que pode, suficiente pra fazer-nos sorrir depois inusitadamente com uma foto, duas três. E chocolate de natal, é claro.
E foi assim durante a semana toda. Chocolate, trident, cigarros, etc. O que mais, Willian, um homem precisa para se sentir completo?
Eu vim por meio deste, dizer que estive plenamente feliz e realizada, quando nos mínimos detalhes de minha casa nova, esteve presente esse tal aquariano baixista de cabeça na lua.
"Dois signos de ar, ai meu deus".
Ainda tenta, o mesmo, colher todas as gotinhas de informação que solto, todos os filmes que vejo, todos os jogos que jogo, todos os livros que leio, todas as comidas que como, todos amigos que tenho, todas as feridas que carrego, todas os conflitos que enfrento.
Acredita, amigo, que ele tem coragem de olhar nos meus olhos e dizer que não tem sentimentos, quando está claro que o que temos é algo a mais, que preferimos não rotular, sabe. As coisas da vida são mais bem aproveitadas quando a gente só vive elas, e não organiza em prateleiras.
Mas o que fazer quando até o cachorro dele já deita no meu pé sem fazer birra quando eu chamo? Ou quando a irmã dele me convida pra fazer bolo de madrugada e achamos isso super divertido?
Você que viveu mais que eu, ou entende mais dessas coisas de estar perto, me explica o que a gente faz quando chega nesse nível, porque eu não me lembro qual a última vez que alguém me fez tão bem de forma tão sutil.
Ou tenta me explicar, Willian, por que eu sinto necessidade de poetizar tudo que acontece na minha vida, ainda que depois eu chore de arrependimento, ou chore pela incerteza da permanência de um alguém, ou chore pela certeza da mutabilidade do mesmo alguém citado anteriormente ou nesse texto todo?
Por que diabos eu não aprendo?
Eu não sei, eu fico feliz quando transamos porque o sexo dele é exatamente do jeito que eu gosto de comentar com minhas amigas e dizer que foi o máximo. E já gosto da conexão dos nossos olhos quando se encontram paralelamente na mesma cama. Gosto quando ele não me deixa dormir, porque eu aprendi que ninguém sobrevive sem um corpo quente te apertando de madrugada. Gosto também do jeito desajeitado com que ele se vira e prende meu cabelo em algum lugar, ainda que não haja lugar nenhum em que se possa prender um fio de cabelo, ele tem o dom.
Eu estou perdida, amigo, ontem chorei de apuros quando me dei conta, mas ele estava do lado e me acalentou em seu peito.
Sobre o hoje, eu não sei, só queria que ele não entrasse na lista de uma das pessoas que foi embora e me deixou assim... insegura da vida.
Mas sobre o hoje eu não tenho certeza alguma. Nem mesmo sei (devido ao horário de verão) se hoje já é hoje aí ou ainda é ontem.
E o tempo mexe comigo, principalmente quando está tão perto de te provar que há um mês eu consegui sobreviver e reviver em cima daquilo que pensávamos ser o fim,
do mundo,
dos tempos,
de nós.
Tudo tem salvação, amigo, exceto quando você não se perdoa.
Boa noite, amo você,
e muitas coisas da vida das quais sinto falta especialmente nessa noite.
por meio desta e por muitas outras mensagens, como as que eu te mando todo dia com o mesmo assunto,
eu já não choro mais.
E se eu não choro, meu amigo, você também pode.
Queria te falar que tudo nessa vida, é questão de tempo. O que prova que algo existiu, senão a proporção em que se passou?
Queria te dizer também, que por confiar no tempo, entreguei-me ao destino.
Sabe aonde? Na Avenida Paulista, próximo à livraria cultura e de um senhor que tocava Vinicius de Moraes num saxofone.
Entreguei-me ao destino, que atrevido, dançava ao som de beatles na calçada. Meus olhos focaram involuntariamente - como criança mal criada - naquele que portava o instrumento cujos dedos formam abraços e sons tão distintos como os que saem do baixo
e os que saem da minha boca quando perguntei seu nome.
Entre sussurros, aplausos e I wanna hold your hand.
Eu não imaginei que seguraria mesmo, se é que me entende, Willian.
Ele segurou minha mão no encontro seguinte, que foi marcado num dia de chuva e fui obrigada a comprar um guarda chuva por dez reais e um trident. Minha lua em capricórnio não conseguiu me dominar e eu realmente quis que valesse a pena.
E aquele espelhos nas costas daquele banco próximo - novamente - à livraria cultura, ouviram inúmeras palavras sobre o dia de uma geminiana e o quanto um certo aquariano tentava coletar todas as informações, como quem colhe água da chuva com colher.
Ainda sim, com apreço e com colher, ele coletou o máximo que pode, suficiente pra fazer-nos sorrir depois inusitadamente com uma foto, duas três. E chocolate de natal, é claro.
E foi assim durante a semana toda. Chocolate, trident, cigarros, etc. O que mais, Willian, um homem precisa para se sentir completo?
Eu vim por meio deste, dizer que estive plenamente feliz e realizada, quando nos mínimos detalhes de minha casa nova, esteve presente esse tal aquariano baixista de cabeça na lua.
"Dois signos de ar, ai meu deus".
Ainda tenta, o mesmo, colher todas as gotinhas de informação que solto, todos os filmes que vejo, todos os jogos que jogo, todos os livros que leio, todas as comidas que como, todos amigos que tenho, todas as feridas que carrego, todas os conflitos que enfrento.
Acredita, amigo, que ele tem coragem de olhar nos meus olhos e dizer que não tem sentimentos, quando está claro que o que temos é algo a mais, que preferimos não rotular, sabe. As coisas da vida são mais bem aproveitadas quando a gente só vive elas, e não organiza em prateleiras.
Mas o que fazer quando até o cachorro dele já deita no meu pé sem fazer birra quando eu chamo? Ou quando a irmã dele me convida pra fazer bolo de madrugada e achamos isso super divertido?
Você que viveu mais que eu, ou entende mais dessas coisas de estar perto, me explica o que a gente faz quando chega nesse nível, porque eu não me lembro qual a última vez que alguém me fez tão bem de forma tão sutil.
Ou tenta me explicar, Willian, por que eu sinto necessidade de poetizar tudo que acontece na minha vida, ainda que depois eu chore de arrependimento, ou chore pela incerteza da permanência de um alguém, ou chore pela certeza da mutabilidade do mesmo alguém citado anteriormente ou nesse texto todo?
Por que diabos eu não aprendo?
Eu não sei, eu fico feliz quando transamos porque o sexo dele é exatamente do jeito que eu gosto de comentar com minhas amigas e dizer que foi o máximo. E já gosto da conexão dos nossos olhos quando se encontram paralelamente na mesma cama. Gosto quando ele não me deixa dormir, porque eu aprendi que ninguém sobrevive sem um corpo quente te apertando de madrugada. Gosto também do jeito desajeitado com que ele se vira e prende meu cabelo em algum lugar, ainda que não haja lugar nenhum em que se possa prender um fio de cabelo, ele tem o dom.
Eu estou perdida, amigo, ontem chorei de apuros quando me dei conta, mas ele estava do lado e me acalentou em seu peito.
Sobre o hoje, eu não sei, só queria que ele não entrasse na lista de uma das pessoas que foi embora e me deixou assim... insegura da vida.
Mas sobre o hoje eu não tenho certeza alguma. Nem mesmo sei (devido ao horário de verão) se hoje já é hoje aí ou ainda é ontem.
E o tempo mexe comigo, principalmente quando está tão perto de te provar que há um mês eu consegui sobreviver e reviver em cima daquilo que pensávamos ser o fim,
do mundo,
dos tempos,
de nós.
Tudo tem salvação, amigo, exceto quando você não se perdoa.
Boa noite, amo você,
e muitas coisas da vida das quais sinto falta especialmente nessa noite.
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