terça-feira, 13 de outubro de 2015

Precisei cuspir.

Caro amigo Willian,
Eu tenho lido muito Jack Kerouac desde que o descobri. E, é claro que ele - quer queira, quer não - me deixa com várias reflexões sobre o mundo e a sociedade e o que somos e até quando somos.
E esse fim de semana, no meio de uma micro cidadezinha em que todas as pessoas se concentram na praça no domingo a noite após a missa, eu pude perceber várias coisas que não consegui aplicar a um contexto individual. É muita abrangência filosófica pra pouco dia-a-dia.
Fez-me pensar sobre todas as pessoas que já vieram. De quantas cabeças não fui colo, de quantas fui também. Não sei se lembrei disso com amargura, ou orgulho, apenas lembrei.
De quantos amores eternos já não provei e quantas vezes eu realmente achei que ia ser cais pra ancorar e os barquinhos sempre, sempre, sempre voltam para o mar.
Porque eles foram feitos para estarem no mar e não ancorados.
E o mais engraçado é que somos poeira no universo e um certo tudo pra pouca gente que, em algum ponto da vida, sempre magoamos. Aplicando a um contexto mais específico, tudo se parece e as particularidades é que reinam e nos faz mais amor do que outros amores que vão, que foram, que são.
E quando a gente é mais amor, a gente deixa de ser poeira.
Enquanto a gente é poeira, a gente não enxerga amor.
Isso, certamente, não tem muito a ver com Kerouac. É só uma viagem de uma mente que pensa coisas demais pra um segundo.

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