sexta-feira, 27 de maio de 2016

São 00:28 da manhã e eu gorfei.

Eu cheguei em casa e não to totalmente sóbria, mas ninguém liga e além de ninguém ligar, você também não liga. Eu chorei até aproximadamente 00:00 lendo textos da Tati Bernardi, Você sabia que dizem que ela é a minha cara? Não. Você provavelmente nem... liga.
Eu não quero ser mais um contato do seu celular que você responde pela obrigação de ser sociável. Nem aquele peso que você tem que sustentar pra se sentir menos sozinho no mundo. Eu não quero ser a louca psicopata que te contaram que eu era.
Eu só acho que sou demais pra você, eu não soube como te dizer isso porque eu odeio lidar com pessoas indo embora, eu só soube te perguntar "se eu não tivesse terminado com você hoje, quanto tempo você demoraria pra terminar comigo?". E ver você sutilmente responder "terminar o que?". Como você pode ser tão inocente?! É inocência o nome? Não importa o que nós rotulamos: eu não quero ser a sua amiga.
A sua amiga que dá o ombro pra você chorar porque sua ex ficou com seu melhor amigo ou do tipo que dorme no outro quarto enquanto você transa com uma bela moça que fala alemão. Eu não quero esse tipo de relação com você, independente do que você acredite que eu sou.
Além de tudo, eu queria que você entendesse de uma vez por todas que eu sou isso mesmo. Esse blog tá cheio de autoafirmações e eu só queria que você parasse pra ler um pouco. Que você entendesse que saber quem eu sou não é decorar o nome dos meus ex, ou saber quem é minha amiga de longa data. Saber disso é bom, é fofo, mas não é saber o suficiente pra constatar algo.
Saber sobre mim, acorda, é conhecer os meus desequilíbrios e entender que eu sou carente, que eu vou querer atenção ainda que eu foda com um cara 2h depois de te encontrar pra tomar sorvete de leite ninho. Eu não sei quem você acha que eu sou, mas eu não sou esse tipo de mulher que você vê em filme que se diz completamente desapegada, porque eu sei que eles cortam as cenas que elas bebem sozinhas em casa lamentando a merda que é não ter ninguém pra contar que o gatinho delas comeu toda a carne que elas deixaram fora da geladeira pra descongelar. Eu sou publicitária, eu sei que isso não vende.
Eu não sei no que você acredita, e pra ser sincera eu to pouco me fodendo, contanto que você  ainda deixe eu te beijar desesperadamente na escada antes de entrar no seu apartamento enquanto você sussurra "não pisa na pata da cachorra", mesmo sabendo que isso vai acontecer porque eu não dei a mínima. Eu não sei o que você espera de alguém, se é que você espera de alguém, mas eu queria que você pudesse esperar e acreditar e isso vai além de mim, sei lá, que as pessoas não são todas iguais.
Nós somos muito diferentes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário