terça-feira, 21 de julho de 2015

Ela só precisa existir.



Há um tempo atrás, eu - uma menininha de dezessete anos - conheci uma menininha. Uma capricorniana cheia de sonhos, belezas e amores. E ela me arrastou pra todo lado. Todo! E a gente até pintava as unhas de joaninha na fila do refeitório. Foi fluindo, sabe, era bom saber que eu chegando na faculdade iria encontrá-la pontualmente atrasada, pra contar as coisas que eu tinha feito no outro dia, ou pra ouvir das pessoas que ela tinha conhecido.
Essa menina, ela é uma das pessoas mais lindas do mundo.
Ela é tão de fases quanto eu. Eu ouvi essa música (all I want for x-mas is you) e lembrei da gente cantando naquela salinha do almoço. Eu me lembrei de tanta coisa. De tantos amores, de tanto choro, de tantas festas, de tantas comidas. A única pessoa da vida que mastiga carne pra eu comer.
Eu sei que essas declarações a gente põe em aniversário e pá, mas eu precisei dizer hoje, agora... eu não vou suportar nunca que alguém ouse te magoar, nunca. A pessoa vai ter que se ver comigo.
Eu sei que tou ausente, dói em mim também. Mas te amo muito, menina. Eu amo e juntas a gente aprendeu que tudo de ruim nessa vida passa. Tudo. Queria te trazer pra cá só pra dar um abraço que tu tanto merece.
Tu merece um abraço da humanidade inteira!
Tudo vai dar certo pra gente, tudo. Minha vida vai se resolver um dia e eu vou chegar pra ti e dizer que eu acredito de novo nas pessoas. Que não importa o quanto as pessoas me encham de falsas esperanças, eu finalmente estou feliz. E você vai sorrir com seu sorriso lindo de "bom dia, sorria também" e dizer que preencheu aquele vazio que todo mundo tem. Tu vai ser a pessoa mais feliz do mundo e eu vou estar lá do lado com uma plaquinha "eu sou amiga da pessoa mais feliz do mundo". E aí todo mundo vai ser feliz também, porque se tem uma coisa que aprendi contigo, é que felicidade e amor contagia.
Te amo, mandih, não esconde esse sorriso nunca!





segunda-feira, 13 de julho de 2015

"Existo em você por louco engano"

Podem achar besteira, ou plena caretice uma vez que estamos no século XXI, mas para mim há algo que ainda é fortemente insubstituível: o afeto demonstrado nas mínimas coisas.
Eu aqui com os meus vinte anos, me vendo a dar suspiros em casa por uma coisa que não parece grandiosa aos olhos de ninguém. Exatamente, ninguém tem os meus olhos.
Recebi, mais cedo, um áudio que foi parcialmente ignorado devido a impossibilidade máxima de execução. Nada mais justo, porque no fundo eu sabia que ia chorar e chorar ao ouvir.
Dito e feito, nada mais certeiro do que as apostas que faço sobre mim.

Eu ouvi o áudio, a música, a voz, a melodia, a letra, o ruído de gravação caseira, eu ouvi-o.

E mesmo sendo inteiramente banal eu para quem supostamente está lendo, eu me senti a pessoa mais importante do mundo.
Porque você se sente mais gente, quando sabe que tem gente que se importa com você.
Porque as coisas começam a fazer links no cérebro e tudo no final acaba se acertando.
Eu tenho um dom de conhecer as pessoas de um jeito mágico e talvez não esteja encontrando léxicos para expressar suficientemente o tanto que ele merece, mas eu queria dizer que ouvi-lo deixou minha alma mais leve.
E deixo mesmo que me leve, alguém que, além da bela canção, me escreva tais versos:

"Na tua pele
de amor-paixão
lençol de tantos corações
mar sinuoso 
afundo 
o sabor meu ofereço
sem caminhos estreitos
pra te despetalar 
em risos-gemidos
pra regar se preciso
sonhos-novos ou falídos-
não pra estinguir as lágrimas
de qualquer que seja o caso
mas enxugo 
e enxutas as dores
calor mar amores 
filho de pescasor que sou
mergulho
não fisgo 
nem faço o tipo predador
mas tenho gosto em riscar
e a tua pele de antigas letras
aventuras acordes me seduz
e mal criado versifico teu corpo
transcrevo sal-dade e desejo."



No fundo ele sabe. Só nossos olhos sabem.