gás por todo lugar. Só sufocando. Só sufocando? Não.
Sufoca um, erguem-se dez. Cala um estado, que gritem mais dez. "E que nada cale a nossa voz".
Gás? Houve um erro! Não pedi gás, pedi paz. Isso mesmo p-a-z.
Três letras, vinte feridos, vinte centavos. Atenção, o despertador tocou! E é claro que um filho teu não foge a luta!
Luta? Pelo mínimo. Vergonhoso. Vergonha, cheios de vergonha. Entrar num daqueles hospitais públicos. Vergonha. Luta dos professores em salas de aula, ah heróis.
Muitos heróis, novos e velhos. Uma luta. Aqui, oitenta mil
no poste
no carro
no ônibus
na rua.
Um milhão e seiscentos mil braços erguidos, sim algo ainda está de pé. Um, dois, dez, quinze, vinte motivos. Vinte centavos? Vinte mortos esperando na fila por uma consulta,
luta? O povo luta.
Um país, verde, amarelo, branco, azul anil. Agora as listras seguem braços e pernas. O rosto inteiro verde e amarelo. E vermelho, algo me atingiu e sangra. "Jamais pensei que ele fosse atirar". Um tom de vermelho que se confunde com fogo e sangue. Sangue verde e amarelo. Amarelo de raios fúlgidos? Amarelo ouro. Bilhões até.
As quatro listras verde e amarelo, os vinte centavos, a voz, os pés, o filho, o herói, o novo e o velho, a luta, o braço, o povo, gigantes pela própria natureza, não temem a própria morte.
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