Eu sei que você já viveu muitas, amor, então eu sei que você sabe como é aquela sensação. É quase como os filmes que a gente assiste, só que de verdade. É quase como se eu nem acreditasse que existe nós dois, porque, francamente, se tinha alguma coisa que ia dar certo nessa vida junto, essa coisa era nós dois. Torno a dizer, não sei se pelos teus olhos que são menores do que minha capacidade de focar algo, não sei se pela mistura do abstrato e do físico, não sei se pela sinestesia dos nossos encontros: cheiro, toque, gosto e tudo mais que excita da ponta da orelha até o dedinho do pé; não sei se pelos planos mais hipotéticos, tão distantes e ao mesmo tempo tão próximos, acho que por tudo isso, eu chorei hoje, 16 de novembro de 2016 porque não quis pegar o ônibus e me despedir.
Talvez pela minha preguiça de enfrentar o mundo e levar a vida a sério, como esses adultos nos quais a gente se exempla, talvez porque hoje sua pele estar tão linda depois daquele banho de mar, eu não conseguia não estar com o rosto colado nela; talvez porque eu queira te guardar num potinho (ou melhor, numa daquelas caixas dos correios que a gente tem guardada), puta que pariu, talvez por eu ter tanto a falar de você, agradecer a você, pedir, dar, retribuir, encrencar, esmurrar, agarrar e todos os verbos transitivos (diretos ou indiretos) e intransitivos que posso combinar com a palavra "você", por tudo isso, meu bem, eu te amo e digo isso assim morrendo de vontade de te encontrar de novo.
